• Líderes da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, SADC, criticaram duramente o presidente de Madagáscar, Andry Rajoelina. Ele anulou em Dezembro uma série de acordos para a partilha do poder e convocou eleições legislativas para Março.

  • O Presidente deposto de Madagáscar, Marc Ravalomanana, negou a existência de um acordo sobre os nomes dos líderes da transição política malgaxe, recusando reconhecer Andry Rajoelina como o presidente da transição. "Não posso aceitar um líder de um golpe de Estado na liderança da presidência da transição", afirmou o exd-governante, em declarações à comunicação social, em Joanesburgo, noticia a Angop.

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  • O chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), general Francisco Furtado, participa nesta quinta-feira (9), em Gaberone, Botswana, na reunião do sub-Comité de Defesa e Segurança da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

    A sessão é dedicada a análise da situação no Madagáscar, um dos 14 países membros da SADC, após renúncia, sob pressão de forças opositoras, em Março, do então Chefe de Estado, Marc Ravalomanana.

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  • O Presidente apela ao povo de Iavoloha (nos arredores de Antananarivo) que se organizem para derrubar todos os movimentos de tropas amotinadas para protegerem o Presidente e o palácio”, afirmou um comunicado lido na rádio privada presidencial.

    Os soldados separaram-se das forças tradicionalmente neutrais, afirmando que pretendem levar a ordem ao país, confrontado com uma luta de poder entre Ravalomanana e o líder da oposição, Andry Rajoelina. Trata-se da pior desestabilização social em vários anos, sendo actualmente pouco claro quem controla o Governo ou o Exército, com a crise já a afectar o turismo.

  • Madagascar: depois da violencia, uma verdadeira transicao.
    Jean-Luc Raharimanana

    Com Madagascar ainda nos meandros de uma crise política, Zo Randriamaro discute mais amplamente o conflito fora do foco dos meios na competição para o poder entre o presidente Marc Ravalomanana e o Prefeito de Antananarivo Andry Rajoelina. Com o poder presidencial que torna-se progressivamente mais dictatorial em anos recentes, Randriamaro aponta para o discontentamento crescente do partido enfraquecido da oposição e dos grupos civis da sociedade frente as políticas neoliberais e da desigualdade social crescente.

    A crise de Madagascar, uma oportunidade historica para repararem-se erros
    Zo Randriamaro

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  • Desde 7 de fevereiro, quando a violência política iniciada no fim de janeiro [en] culminou na morte de pelo menos 30 pessoas em Madagáscar [en] atingidas por tiros disparados pelas forças armadas, o país é palco de um tenso impasse politico. Nas duas semanas que passaram, várias delegações diplomáticas estrangeiras [en] tentaram mediar um acordo entre o Presidente Marc Ravalomanana [en] e Andry Rajoelina [en], líder da Autoridade Máxima de Transição. Apesar de várias tentativas de mediação, os dois rivais nunca se encontraram frente a frente, uma vez que as partes não entraram em acordo [en] quanto às condições prévias para esse encontro

  • Desde que motins e saques causaram a morte de 50 pessoas no Madagáscar em 26 de janeiro, a situação piorou. No sábado 7 de fevereiro, apelidado de “Sábado Vermelho” por algumas pessoas, a guarda presidencial abriu fogo contra um grupo de manifestantes que tinha se concentrado do lado de fora do Palácio Ambohitsirohitra.

    A multidão tinha marchado ao palácio com a intenção de instalar Monja Roindefo, nominado minutos antes como “Primeiro Ministro” por Andry Rajoelina, que por sua vez já tinha se proclamado “Presidente”. As manifestações começaram em dezembro, quando a estação de TV de Andry Rajoelina foi fechada pelo governo de Ravalomanana [en]. O que começou em protestos se tornou violência, resultou em motins e saques, com manifestantes exigindo a resignação de Ravalomanana.

  • Antananarivo - A ministra da Defesa de Madagascar, Cécile Manorohanta, anunciou hoje a sua demissão alegando não querer fazer parte de um Governo que asssiste a cenários de vilência como aquele que matou 28 pessoas, no passado sábado, numa manifestação.