• O escritor da vida real, Mia Couto, serviu de matéria-prima para o da ficção, Gustavo Rabelo. “Esse caçador existiu e esse escritor sou um bocadinho eu. Eu tinha uma dificuldade muito grande de me inserir naquilo, porque não sou um homem de caça, nunca fui à caça”, conta o moçambicano, que neste livro abandona a preocupação com os neologismos que marcam sua obra, o que não significa sua ausência absoluta. Tentativa semelhante foi empreendida em seu romance anterior, Antes de nascer o mundo: “Quero sair dessa zona de conforto, experimentar outras coisas”

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    Paulina Chiziane, no prefácio de Casa de Recordações, apresenta-nos uma leitura muito feliz da obra; revela ao leitor os aspectos que nortearam a autora da narrativa, Amilca Ismael, que constrói uma narradora que, na sua narração, capta a atenção do leitor da primeira à última página.
    Quando o tradutor e o editor da obra me distinguiram com o convite para colaborar na tradução de La Casa dei Ricordi, como consultora e revisora da tradução de Matteo Angius, aceitei com prazer a tarefa (nem sempre fácil) de colaborar, confirmando a competência do tradutor para quem tanto a língua portuguesa como a realidade moçambicana não têm segredos.
    Amilca Ismael, natural de Maputo, casada com um italiano, cedo acompanhou seu marido para Itália onde nasceram as filhas do casal italo-moçambicano.

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    O encenador do grupo teatral angolano Muxima, André Paulo, classificou o teatro angolano como muito activo, interactivo e baseado no dia-a-dia do país, comparado com o da América e Ásia. Segundo o artista, o teatro daqueles continentes é mais clássico e circunscreve-se essencialmente em levar para o palco histórias.

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    Livro organizado pela moçambicana Paulina Chiziane e pela angolana Dya Kasembe, ambas escritoras, esta obra reúne oitenta narrativas de mulheres angolanas que sobreviveram à guerra para contar as suas histórias. A recensão da revista angolana África 21 diz que "Este livro fala da guerra, do desespero e da desilusão das sobreviventes, mas também do amor à vida debaixo de um céu coberto de pólvora"

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    A última obra do mestre Malangatana, revelada ao mundo no mês de Abril, cuja finalidade é apoiar a Fundação Malangatana na preservação da obra do mestre e no desenvolvimento de novos talentos através da formação, cultura e arte, continua a ser aclamada e a suscitar interesse em todos os cantos do planeta.

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    O primeiro Festival Internacional de Hip Hop da Lusofonia será realizado apenas nos próximos dias 16 e 17 de Setembro deste ano, em Luanda, sob o lema “Juntos no Combate às Drogas e a Delinquência no espaço Lusófono”. Em declarações à Angop, Abraão dos Reis, coordenador do festival, realçou que o evento foi adiado porque os músicos internacionais convidados mostraram disponibilidade de actuar apenas nos dias de 16 e 17 de Setembro.

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    A Letras de Ferro, uma recém constituída editora, acaba de lançar o seu primeiro título: “Cabinda – Ontem protectorado, hoje colónia, amanhã Nação”. Da lavra do jornalista Orlando Castro, a obra aborda um tema silenciado por estranhas cumplicidades e destapa o logro das ditaduras africanas encapotadas de “democráticas”, sob o silêncio interesseiro do ocidente mais apostado no negócio do que nos Direitos Humanos.

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    Primeiro que tudo, venceu a música, sob as mais diversas formas de expressão acústica. Para além disso, Cheny Wa Gune e a sua timbila foram as estrelas dominantes, mais impositivas do que a ausência de público. As 500 almas que pisaram o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), presenciaram um espectáculo memorável.

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    As crónicas que compõem o livro foram publicadas no jornal português Público, de 1992 a 1995, e tinham o título genérico "Da terra dos mitos"."Poderia ter mantido o título, mas as crónicas tinham sido escritas na altura em que, depois do processo de pacificação e eleições em 1992, tudo de bom parecia possível de realizar em Angola, seguindo-se a guerra civil (...)", diz uma nota de divulgação do lançamento.

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    Ontem foi apresentada a última obra de Malangatana. Amigos, familiares e imprensa encontraram-se não numa galeria de arte, mas sim, num stand automóvel. Leu bem, a última obra do mestre é um carro, mais precisamente um Fiat 500.Tudo começou em meados do ano passado quando o grupo João Ferreira dos Santos ganhou a representação do grupo Fiat em Moçambique. Ao pensar na inauguração do stand, Luís Marinho Falcão, director geral da YoungNetwork, a empresa responsável pelo evento, sugeriu que se pedisse a Malangatana para pintar um carro. “No início, acharam que eu era doido”, contou a rir, acrescentando que a ideia acabou por pegar.

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    Uma proposta de parceria entre o Projecto da “Place Fontenoy” e a iniciativa Triângulo Kanawa, assente na península do Mussulo, foi apresentada pelo historiador Simão Souindoula, durante a reunião bienal do Fundo das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que terminou ontem, em Bogotá, na Colômbia.
    Simão Souindoula, que é perito da UNESCO, disse ao Jornal de Angola que a proposta visa formalizar a parceria “já funcional” que engloba a zona do Mussulo, na capital angolana, “como o maior projecto de turismo de memória esclavagista, actualmente em África”.

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    O terceiro Festival Internacional de Cinema de Luanda exibiu o documentário "Trilhos culturais de Angola", que narra momentos históricos dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB), bem como aspetos culturais desta região do centro-litoral de Angola. Numa produção da Dread Locks, o documentário de 50 minutos que levou 16 dias de rodagem e seis meses de produção centra a sua ação no troço Lobito/Cubal, dois municípios da província de Benguela, num percurso de aproximadamente 153 quilómetros.

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    O documentário "mim’delo" é uma reflexão sobre a juventude marginalizada de uma comunidade periférica no mundo lusófono, é um retrato ímpar e provocador de uma comunidade crioula em fase de transição pós-colonial, onde os jovens exploram a sua identidade cultural e conflitos sociais através das artes performativas.

    Através da projecção do documentário, de uma exposição fotográfica e de acções de formação em áreas urbanas e periféricas pretendemos inspirar os jovens marginalizados de outras comunidades, em particular aquelas do mundo Lusófono, a soltarem a sua voz e a partilharem as suas experiências, de forma a encontrarem novas soluções para o seu futuro.

    É esperado que este projecto possa directamente envolver várias dezenas de pessoas, e que a partir do documentário a mensagem possa chegar a milhares de pessoas no mundo inteiro.
    Este projecto, pioneiro na sua abordagem, tem como prioridades:
    • Promover a autonomia das comunidades periféricas, disponibilizando-lhes o acesso à cultura e à arte,
    • Sensibilizar através do documentário, a nível internacional, sobre a situação dos jovens em Cabo Verde e a forma como trabalham juntos para encontrar soluções,
    • Incentivar os decisores e as organizações culturais Lusófonas a investir na criação de colaborações culturais internacionais,
    • Envolver os jovens na participação das diversas tarefas durante este projecto, desde a pós-produção à divulgação;
    • Explorar, desenvolver, e implementar projectos de teatro, fotografia e vídeo de cariz participatório, como uma forma de criar novas aptidões e postos de trabalho para a juventude,
    • Agendar projecções, acções de formação, e tertúlias em torno do documentário, em particular em comunidades isoladas e marginalizadas no espaço Lusófono, assim como naquelas de expressão Crioula,
    • Criar um espaço de partilha e descoberta como ponto de partida de um futuro alternativo para dezenas de jovens,
    • Divulgar e debater o conceito de Lusofonia partindo do legado de Agostinho da Silva.

    O Ministério do Ensino Superior, Ciência e Cultura de Cabo Verde, na pessoa da Sra. Ministra Dra. Fernanda Marques, consagrou o nosso projecto com uma Declaração de Interesse Cultural para Cabo Verde. Os compositores Vasco Martins e Tito Paris já confirmaram o seu interesse em elaborar a banda sonora de “mim’delo”.
    A Creative Visions Foundation (EUA) celebrou uma parceria com o Projecto mim’delo”, incluída no Creative Activist Partner program (CAPP): “The “mim’delo” Documentary will raise awareness of and engage marginalized young people living in the peri-urban areas worldwide. Together, these entities form a powerful, mutually beneficial partnership through the CAPP”.

    A equipa de produção de "mim’delo" pretende estabelecer parcerias com organizações no espaço Lusófono com experiência em produção cultural no sentido de: 1) uma futura colaboração na organização de eventos no âmbito deste projecto; 2) e para unir competências na busca de apoios locais e nacionais.

    “Só poderia apoiar a realização do projecto.” PEPETELA, escritor angolano

    contacto. [email][email protected]
    sítio.

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    A décima edição do Festival Internacional de Teatro do Benin (FITHEB) iniciar-se-á a 27 de Março em dez localidades beninenses. No programa desta edição do FITHEB, um dos maiores encontros africanos das artes do espectáculo ao vivo, a decorrer sob o lema "Teatro, descentralização e desenvolvimento", figuram cerca de quarenta espectáculos provenientes de 20 países da África, Europa e Ásia, com uma larga abertura a criações endógenas.

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    Praia - O músico e compositor Codé di Dona, um dos nomes mais importantes da música popular cabo-verdiana, faleceu na noite de terça-feira no Hospital Agostinho Neto, na Cidade da Praia, vítima de doença prolongada, noticia a LUSA.

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    Luanda - A capital angolana acolhe a 10ª Edição do BAI Arte, com "Movimentos da Dança", que decorrerá de 13 a 18 de Novembro na Sala Siexpo do Museu de História Natural. Este ano, o evento está integrado no programa Novembro Cultural, promovido pelo Ministério da Cultura angolano.

    Na abertura oficial, no dia 13, para convidados, será apresentada “A Oratura dos Ogros e do Fantástico”. Uma obra que surgiu da necessidade de estimular e “inquietar” o público, unindo artes visuais (neste caso a pintura e a dança) para narrar contos da tradição oral originária das distintas regiões etnolinguisticas de Angola, informa em comunicado o Banco Africano de Investimentos, entidade patrocinadora.

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    A Líbia, que desaprovou a candidatura da Bulgária à direcção geral da UNESCO, prometeu cessar a sua cooperação com esta organização onusina se a delegada deste país, Irina Bokova, for validada como a nova directora-geral da instituição. A delegada da Bulgária na UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) foi eleita em Setembro passado derrotando o ministro egípcio da Cultura, Farouk Hosni.

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    Nome incontornável da música contemporânea da GuinéBissau, cantor multifacetado e autor de grandes êxitos, Zé Manel é um dos mais célebres e influentes músico guineenses. Aos 7 anos da idade, Zé Manel tornou-se baterista e guitarrista de viola acústica e, consequentemente, a maior atracção da Orquestra Super Mama Djombo que durante os anos 70 desempenhou um papel importante na luta de libertação desta antiga colónia portuguesa.

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    O pintor moçambicano Malangatana Valente Ngwenya disse ontem (8), na capital portuguesa, ter recebido com surpresa as cartas que o acreditam como novo membro da Academia de Ciências de Lisboa, secção de Letras. Malangatana Valente Ngwenya é uma das quatro personalidades do mundo artístico e intelectual dos países africanos de expressão portuguesa a serem admitidas à Academia de Ciências de Lisboa, na base de uma eleição numa recente sessão plenária da instituição.

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    O sociólogo moçambicano Carlos Serra adverte sobre a ausência de uma “africanização” da lusofonia, processo que em longo prazo poderá ser o fiel da balança no que diz respeito à presença da língua portuguesa no continente. Além de atuar como professor titular da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, Carlos Serra, 61, espalha pela blogosfera suas percepções sobre a vida e o cotidiano do moçambicano, país que apesar de ser lusófono não deixa para trás o espólio cultural dos tempos pré-colonizatórios.

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